Deuteronômio 29:23
“E toda a sua terra abrazada com enxofre e sal, de sorte que não será semeada, e nada produzirá, nem nela crescerá erva alguma: assim como foi a destruição de Sodoma e de Gomorra, de Adama e de Zeboim, que o Senhor destruiu na sua ira e no seu furor”
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O que este versículo diz
A descrição da terra devastada torna-se vívida e terrível: enxofre e sal cobrindo o solo, que não produz mais nada, sem semente nem erva. A comparação é com Sodoma e Gomorra, e também com Admá e Zeboim, cidades vizinhas destruídas junto com elas. Essas imagens evocavam, na memória de Israel, o juízo mais completo e definitivo que se podia imaginar.
O sal e o enxofre eram sinais de esterilidade e de maldição; uma terra assim tratada era declarada incapaz de gerar vida. O paralelo com Sodoma reforça que a idolatria e a quebra da aliança conduzem à mesma ruína que a perversidade daquelas cidades. Para o leitor de hoje, a imagem não deve alimentar o medo mórbido, mas a consciência de que afastar-se de Deus, fonte da vida, tende à esterilidade e à desolação. Onde Deus é rejeitado, algo do florescimento humano se perde. O contraste implícito é claro: a fidelidade produz vida fértil; a infidelidade, um deserto de sal.