Deuteronômio 21:4
“E os anciãos daquela cidade trarão a bezerra a um vale áspero, que nunca foi lavrado nem semeado: e ali, naquele vale, degolarão a bezerra;”
Ouça Deuteronômio 21:4
“E os anciãos daquela cidade trarão a bezerra a um vale áspero, que nunca foi lavrado nem semeado: e ali, naquele vale, degolarão a bezerra;”
O que este versículo diz
Os anciãos levam a bezerra a um lugar nunca lavrado nem semeado, e ali a degolam. O texto o descreve como um vale áspero, embora a expressão hebraica seja incerta e alguns estudiosos a entendam como um vale de águas correntes; de todo modo, trata-se de um terreno não cultivado, à parte do ciclo produtivo humano. Cada detalhe compõe o simbolismo. Esse espaço intocado pela agricultura sugere um lugar apropriado para uma ação que não é oferta comum. A tradição judaica antiga entende que o local ficaria assim marcado, lembrando a todos a seriedade do sangue derramado. A morte do animal, longe do altar, expressa que a dívida do sangue pede alguma resposta quando o verdadeiro culpado não pode ser punido. O rito não encobre o crime, e sim o reconhece diante de Deus. Para o leitor, fica a lição de que negar ou esconder o sofrimento não o cura; é preciso trazê-lo à luz, mesmo sem termos todas as respostas.