Deuteronômio 21:15
“Quando um homem tiver duas mulheres, uma a quem ama e outra a quem aborrece, e a amada e a aborrecida lhe parirem filhos, e o filho primogênito for da aborrecida,”
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“Quando um homem tiver duas mulheres, uma a quem ama e outra a quem aborrece, e a amada e a aborrecida lhe parirem filhos, e o filho primogênito for da aborrecida,”
O que este versículo diz
Muda o tema para os direitos de herança em famílias com mais de uma esposa, realidade tolerada no mundo patriarcal antigo, embora não seja o ideal apresentado desde o início da criação. Considera-se o caso de duas mulheres, uma amada e outra preterida, ambas com filhos, sendo o primogênito o filho da menos querida. A situação evoca histórias do próprio Gênesis, como a de Jacó com Lia e Raquel, em que a preferência afetiva gerava tensões e injustiças.
O versículo apenas monta o cenário, mas já se percebe a preocupação em impedir que o favoritismo do pai atropele o direito objetivo. Os sentimentos humanos são reconhecidos, mas não podem se tornar lei. Para o leitor, há um alerta sobre como as preferências pessoais, quando descontroladas, ferem os mais frágeis dentro da própria casa. Deus se mostra atento a que o afeto desigual não se transforme em injustiça concreta contra aqueles que não têm o carinho, mas têm direitos.