Cânticos 8:1

Cânticos 8:1
“Ah! quem me dera que me fôras como irmão, e mamáras os peitos de minha mãe! que te achará na rua, e te beijára, e nem me desprezariam!”
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O que este versículo diz

O último capítulo do Cântico dos Cânticos abre com um suspiro de saudade. A amada deseja que o amado fosse como um irmão de leite, alguém que ela pudesse beijar publicamente na rua sem escândalo. No mundo antigo do Oriente Próximo, as demonstrações de afeto entre um homem e uma mulher não casados eram cercadas de restrições sociais rígidas; entre irmãos, porém, o carinho era livre e sem suspeita. O paradoxo é comovente: ela não deseja que ele seja menos amado, mas que esse amor pudesse circular sem os muros da convenção.

Há aqui uma verdade sobre todo afeto verdadeiro: ele anseia por integridade, por poder existir à luz do dia sem se esconder. Para o leitor, o versículo sugere o quanto desejamos que aquilo que amamos possa ser vivido inteiro, sem vergonha nem disfarce. É um lembrete honesto de que o amor autêntico busca não a clandestinidade, mas a liberdade de ser reconhecido.

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