2 Samuel 4:11

2 Samuel 4:11
“Quanto mais a ímpios homens, que mataram um homem justo em sua casa, sobre a sua cama: agora, pois, não requereria eu o seu sangue de vossas mãos, e não vos exterminaria da terra?”
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O que este versículo diz

Davi conclui seu argumento com força crescente: se o mensageiro de Siclague mereceu morte, "quanto mais" homens ímpios que mataram "um homem justo em sua casa, sobre a sua cama". Cada palavra agrava o crime: as vítimas dos assassinos são qualificadas como inocentes; o lugar, a própria casa e o leito, símbolos de repouso e proteção; e os agressores, ímpios que abusaram da confiança. Diante disso, Davi anuncia que requererá o sangue de Isbosete das mãos deles.

Chama a atenção que Davi chame Isbosete de "homem justo", reconhecendo dignidade ao rival político. Ele não confunde disputa dinástica com direito de matar; a vida do adversário continua sob a proteção da justiça de Deus. A expressão "requerer o sangue" evoca a antiga convicção de que o sangue derramado clama por reparação e que Deus é o defensor do inocente. Para o leitor, fica a lembrança de que nenhuma vantagem política ou pessoal autoriza a violência contra os indefesos, e de que há um julgamento que alcança até os crimes cometidos em segredo, na penumbra de uma casa adormecida.

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