2 Reis 25:4
“Então a cidade foi arrombada, e todos os homens de guerra fugiram de noite pelo caminho da porta, entre os dois muros que estavam junto ao jardim do rei (porque os chaldeos estavam contra a cidade em redor), e o rei se foi pelo caminho da campina.”
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O que este versículo diz
Com a muralha finalmente rompida, o rei e seus soldados fogem à noite pela porta entre os dois muros, junto ao jardim real, buscando o caminho da Arabá, a planície do Jordão. A fuga noturna e secreta contrasta amargamente com a dignidade que se esperaria de um rei da linhagem de Davi. Zedequias, que jurara lealdade a Babilônia e depois se rebelou, foge agora não como pastor de seu povo, mas como fugitivo apavorado, abandonando a cidade à sua sorte.
O narrador registra entre parênteses que "os caldeus estavam contra a cidade em redor" — o cerco fechado torna a fuga quase suicida. Há uma tristeza profunda nesse quadro: o líder que deveria permanecer é o primeiro a correr. Para o leitor, o versículo levanta a pergunta incômoda sobre nossas próprias fugas, os momentos em que abandonamos responsabilidades pela porta dos fundos, à noite. E prepara o contraste com a fidelidade que só se encontra, mais adiante, na promessa de Deus, não na coragem dos homens.