1 Reis 7:6
“Depois fez um portico de colunas de cinquenta côvados de comprimento e de trinta côvados de largura; e o portico estava defronte delas, e as colunas com as grossas vigas defronte delas.”
Ouça 1 Reis 7:6
“Depois fez um portico de colunas de cinquenta côvados de comprimento e de trinta côvados de largura; e o portico estava defronte delas, e as colunas com as grossas vigas defronte delas.”
O que este versículo diz
O relato passa a um segundo edifício, um pórtico de colunas de dimensões consideráveis, provavelmente uma antessala ou galeria coberta que servia de acesso e espaço de espera. Sua função exata é debatida pelos estudiosos, mas a presença das "grossas vigas" e das colunas defronte sugere um alpendre monumental, digno de um palácio real, onde talvez se recebessem os que buscavam o rei.
Esse tipo de espaço intermediário, entre a rua e o interior, tinha um sentido social importante no mundo antigo: era o lugar do encontro, da transição, da acolhida. Havia um limiar preparado para quem chegava. Podemos ler nisso uma imagem gentil da hospitalidade. Toda vida bem ordenada guarda um pórtico, um espaço de acolhimento para o outro, um tempo para receber quem se aproxima antes de qualquer negócio. Deus mesmo, nas Escrituras, é apresentado como aquele que prepara lugar e sai ao encontro; a arquitetura do rei, sem saber, ecoa essa hospitalidade divina.